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  A Embasa desenvolve um sistema de informações geográficas via web
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A Embasa desenvolve um sistema de informações geográficas via web

Em 2005, os gerentes da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) já usavam um sistema de informações geográficas (SIG) para tomar decisões antes de expandir uma parte da rede ou de aumentar o número de clientes numa região. No entanto, informa Denise Britto, gerente de TI, não havia um banco de dados compartilhado. Os técnicos atualizavam o banco de dados do SIG com informações de outras fontes — mas as fontes não estavam sincronizadas. Ou seja, quem usava o SIG às vezes tomava decisões com informações desatualizadas. Ao planejar uma nova tubulação, por exemplo, eles poderiam interromper uma outra da própria Embasa, que ainda não havia sido colocada no sistema.
Se a TI desenvolvesse um SIG baseado em web, pensou Denise, todos os funcionários da Embasa poderiam acessar as informações. Os fornecedores mais famosos faziam o serviço, mas cobravam “milhões”. “A Embasa não tinha como pagar”, diz Denise.
Ela se juntou a dois outros técnicos e os três usaram software livre para criar um novo SIG. Enquanto isso, os usuários revisaram o cadastro da área comercial (clientes) e da operacional (rede). Quando todos terminaram o trabalho, os técnicos interligaram, via web, o novo SIG aos dois cadastros revisados.
Em 2006, Denise terminou de incluir a localização dos clientes, quanto cada um consome por mês e quanto representa no faturamento da Embasa. Depois, implementou o mapa da rede de água e esgoto da Embasa no sistema. Até hoje, no entanto, ela desenvolve outros recursos, como mapas temáticos, e sua equipe atualiza a mão as informações dos bancos de dados — com base em formulários de papel, preenchidos pelo pessoal de campo.
Atualizar o banco de dados do SIG, diz Denise, é uma das tarefas mais importantes hoje na Embasa. Depois de disponibilizar o SIG na web, todos os usuários — dos diretores aos atendentes do call center — consultam o sistema. Em dezembro de 2008, Denise decidiu criar uma nova versão do SIG para celulares do tipo smartphone. Com o celular, o técnico anotará as informações novas na hora, enquanto vê as coisas ou conversa com o cliente. Ao chegar no escritório, o técnico só precisa descarregar as informações para atualizar o mapa do SIG.
Os técnicos da Embasa terminaram o protótipo desse novo sistema em março de 2009. Dois técnicos de campo receberam smartphones para testar o sistema em Pirajá, um bairro de Salvador (BA). Para dar os sistemas a todos os técnicos de campo, Denise deve licitar mais smartphones em breve.

 

 
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